Feis

A FEIS - Fraternidade Espírita Irmã Scheilla - entidade de caráter científico, filosófico, religioso, beneficente, educacional, cultural, de assistência e promoção social - foi fundada em 21 de julho de 2001, iniciando suas atividades em 25 de outubro do mesmo ano.


Foi instalada à Rua das Rosas, nº 238, no bairro da Pituba. No dia 28 de Novembro de 2010, inaugurou sua nova sede na Rua dos Radialistas, nº 128, Pituba e com entrada principal, também, pela Rua Ana Beatriz Mascarenhas, nº 200, Pituba.

Sua estrutura administrativa permite às várias Diretorias que a compõem a criação de departamentos, podendo cada um destes subdividir-se para mais fácil alcance dos objetivos.

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Missão da FEIS
Servir como agente transformador para o espírito e para a sociedade, baseado no estudo e na prática do Evangelho do Cristo, amparado pela Doutrina dos Espiritos, codificada por Allan Kardec.

Visão da FEIS

Ser reconhecida como uma instituição do servir espírita-cristão, capaz de contribuir com a evolução da sociedade, acolhendo espíritos encarnados e desencarnados, fraternal e amorosamente; capacitando-os e estimulando-os para sua transformação moral.

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Irmã Scheilla


Segundo o Anuário Espírita, temos notícias apenas de duas existências de Scheilla: uma na França e outra na Alemanha.

Na existência francesa chamou-se Joana Francisca Frémiot. Casou-se aos 20 anos de idade com o Barão de Chantal, passando a denominar-se Baronesa de Chantal. Com ele teve 4 filhos. Muito cedo, porém, perdeu seu marido, e decidiu afastar-se do mundo com seus 4 filhos, passando a partilhar seu tempo entre orações, as obras piedosas e os seus deveres de mãe.

Em 1604, tendo vindo pregar em Dijon o Bispo de Genebra, S. Francisco de Salles, submeteu-se à sua direção espiritual. Fundaram em Annecy a congregação da Visitação a Maria em 1610, a qual chegou a contar com 87 conventos e, no primeiro século, 6500 religiosos. A Baronesa de Chantal dirigiu de 1612 a 1619, como superiora, a casa que havia fundado em Paris, no bairro de Santo Antônio (Enciclopédia e Dicionário Internacional, W. M. Jackson, Inc).

Passaram por grandes dificuldades, mas conseguiram superá-las  Em 1619, São Vicente de Paulo assumiu como superior do Convento da Ordem da Visitação. Nesta época a Baronesa de Chantal retornou a Annecy, onde ficava a casa mãe da Ordem. A Santa várias vezes tornou a ver São Vicente de Paulo, que veio a tornar-se seu confessor e diretor Espiritual. A 13 de dezembro de 1641, ela veio a falecer.

Em 1767, foi canonizada pela Igreja Católica, como Santa Joana de Chantal, ou Baronesa de Chantal.
 
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A outra encarnação de que temos conhecimento, aconteceu na Alemanha, no período da Segunda Guerra Mundial. Exercia na época as funções de enfermeira. Desencarnou por volta de 1943 em Hamburgo, em conseqüência do ataque aéreo sobre esta cidade.

Tudo indica que Scheilla vinculou-se, algum tempo após a sua desencarnação em terras alemãs, às falanges espirituais que atuam em nome do Cristo, no Brasil.

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Diversos foram os fenômenos de materialização que realizou através de diferentes médiuns.

O Diretor-Presidente desta Instituição à qual ela empresta o nome teve, por volta de 1977/78, a felicidade de assistir a uma reunião mediúnica na Mansão do Caminho. Na oportunidade Irmã Scheilla, por intermédio do médium Divaldo Pereira Franco, materializou rosas, distribuiu-as, e conversou com vários dos participantes daquela reunião.

Pela assistência carinhosa que sempre emprestou a vários trabalhadores daquela casa, resolvemos homenageá-la colocando seu nome em nossa Instituição a qual, inspirados pela Espiritualidade, ficou com o nome de FRATERNIDADE ESPÍRITA IRMÃ SCHEILLA.

Agradecida e sensibilizada, mandou-nos em 28.11.2001, também por intermédio do Médium Divaldo Pereira Franco, em reunião mediúnica realizada na Mansão do Caminho, a mensagem abaixo, como orientação para os trabalhos de nossa casa:
 

ELEGIA Á SEMENTE

Guardada em vasilhame precioso, a semente pensava: - Que será de mim, aqui esquecida e transformada em adorno?

Levada ao solo generoso, onde foi sepultada, exclamou: - Deus meu, morro asfixiada, sofrendo o fardo de terra que me esmaga.

Aquecida e abençoada por suave umidade, experimentou a transformação interna e, arrebentando-se, gritou na cova: - Despedaço-me e não sei o que sucede!

Desdobrando delicada raiz que se aprofundou no solo e erguendo uma frágil haste, saiu da intimidade do sepulcro e sentiu a tepidez do sol, a brisa da manhã, e inquieta, interrogou: - Onde me encontro? Que se passa comigo?

Lentamente experimentou a agressão das pragas, a chuva torrencial, a canícula e o vendaval, mas entendeu que a vergôntea adquiriu resistência, desdobrou a ramagem, sentiu-se segura, no entanto, voltou a perguntar: - E agora, que sucederá comigo tão modificada?

O tempo silencioso e calmo seguiu o seu curso e a antiga semente, ora transformada em planta robusta, cobriu-se de flores e então sorriu exclamando: - Eu sou beleza, perfume e benção.

Por fim, quando as flores cederam lugar aos frutos e a outras sementes, ela gritou exultante: - Eu sou vida e sou filha de Deus!

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O processo da evolução é uma sucessão de partos, encerrando ciclos em dor e ensejando etapas de crescimento e realização.

Para viver, morre a semente.

Para que haja a ressurreição é indispensável a morte.

Para que os metais se tornem utilidades, experimentam a fornalha e a bigorna.

Para que o Espírito ascenda ao reino de Deus e alcance a plenitude, são indispensáveis as etapas de sucessivas transformações.

A dor, desse modo, é mecanismo de indispensável evolução.

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Nossa Casa é uma fortaleza colocada em pleno campo de batalha, para albergar aqueles que forem colhidos pelo vendaval e atingidos pela artilharia do desespero.

Suas portas devem permanecer sempre abertas para recolher os aflitos, os desesperançados, os agônicos.

Que o amor, em forma de luz libertadora, predomine nos corações que se candidatem, ao serviço do Bem.

Instalada a paz, que se irradie como bênção de esperança, acolhendo encarnados e desencarnados que cheguem necessitados de apoio e esclarecimento.

E quando alguma tempestade tombar ameaçadora, que os membros do trabalho se recordem da semente e prossigam confiantes, aguardando a destinação da enflorescência e da frutificação.
   
Scheilla